Pesquisar este blog

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os Viajantes e a Árvore

Os Viajantes e a Árvore


    Dois viajantes, exaustos, depois caminharem sob o escaldante sol do meio dia, decidiram descansar à sombra de uma frondosa árvore. 

    Após
 deitarem-se debaixo daquela refrescante e oportuna sombra, um dos viajantes, ao reconhecer que tipo de árvore era aquela, disse para o outro: 

    -Como é inútil esse Plátano![1]
 Não produz nenhum fruto, e apenas serve para sujar o chão com suas folhas. 

    -Criaturas ingratas! - disse uma voz vindo da árvore. - 
Vocês estão aqui sob minha refrescante e acolhedora sombra, e ainda dizem que sou inútil e improdutiva?  

Moral da História: “Alguns homens menosprezam os melhores benefícios que recebem apenas porque nada tiveram que pagar por estes.”
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!!

Os Ratos e as Doninhas

Os Ratos e as Doninhas



    As Doninhas e os Ratos estavam sempre em pé de guerra uns contra os outros. À cada batalha, as Doninhas sempre saíam vitoriosas, levando consigo um grande número de Ratos, que lhes serviam de refeição para o dia seguinte. Desesperados, os Ratos resolveram formar um conselho para tratar do assunto, e assim chegaram à conclusão, que os Ratos sempre levavam desvantagem porque não tinham um líder. 

    Definida a questão, em seguida, um grande número de generais e comandantes foram escolhidos dentre os mais eminentes e notórios Ratos da comunidade. Isso, evidentemente era motivo de orgulho para aqueles que, sendo mais bem posicionados socialmente, enxergavam ali uma clara forma de reconhecimento público desse status.

    Para diferenciá-los dos soldados comuns, quando estivessem na linha de frente, em meio ao campo de batalha, os novos líderes orgulhosamente ostentavam sobre suas cabeças, ornamentos e adereços feitos de penas ou palha. Então, depois de uma longa preparação da tropa de Ratos, após muitos estudos em táticas de guerrilha, eles enviaram um desafio para as Doninhas. 

    As Doninhas, claro, aceitaram o desafio com ânsia, uma vez que, "estar sempre de prontidão para a luta" era seu lema, especialmente quando estavam de olho numa refeição. Assim, imediatamente atacaram a brigada dos Ratos em grande número. Logo a linha de frente dos Ratos sucumbiu diante do ataque, e o restante da armada imediatamente bateu em retirada, numa fuga desesperada para se abrigarem em seus buracos. 

    Para diferenciá-los dos soldados comuns, quando estivessem na linha de frente, em meio ao campo de batalha, os novos líderes orgulhosamente ostentavam sobre suas cabeças, ornamentos e adereços feitos de penas ou palha. Então, depois de uma longa preparação da tropa de Ratos, após muitos estudos em táticas de guerrilha, eles enviaram um desafio para as Doninhas. 

    As Doninhas, claro, aceitaram o desafio com ânsia, uma vez que, "estar sempre de prontidão para a luta" era seu lema, especialmente quando estavam de olho numa refeição. Assim, imediatamente atacaram a brigada dos Ratos em grande número. Logo a linha de frente dos Ratos sucumbiu diante do ataque, e o restante da armada imediatamente bateu em retirada, numa fuga desesperada para se abrigarem em seus buracos. 

Moral da História - "A grandeza tem suas desvantagens."   
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm 

Até a Próxima!!

O Urso e as Abelhas

O Urso e as Abelhas


    Um Urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel. 

    O Urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa. 

    Nesse exato momento, uma das abelhas estava voltando do campo, onde fora coletar néctar das flores, para levar à colméia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante. 

    Receosa do que pretendia o Urso fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.

    O Urso, tomado de dor pela ferroada, ficou furioso, e incontrolável, pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas. Mas, isso apenas o fez provocar uma reação de toda colméia. 

    Assim, ao pobre Urso, só restou fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde, depois de nele mergulhar e permanecer imerso, finalmente se pôs à salvo. 


Moral da História - "É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso."
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!!

O Touro e a Cabra

O Touro e a Cabra


    Certa vez, um Touro, fugindo da perseguição de um feroz Leão, se escondeu numa caverna que os Pastores costumavam usar para abrigar seus rebanhos durante as tempestades ou à noite. 

    Ocorre que um dos animais, uma Cabra, que tinha ficado para trás, se achando dona do lugar, tão logo o Touro entrou na caverna, ainda distraído, extenuado e ainda se recuperando do tremendo susto que levara, aproveitando-se da situação, pelas costas, covardemente o atacou dando-lhe marradas com seus chifres. 

    Como o Leão ainda estava circulando em volta da entrada da gruta, o Touro teve que se submeter à aquela incompreensível agressão e injustificável insulto.

    Então ele disse em tom de alerta:

    - Você não acredita que estou me submetendo, sem reagir, a esse injusto e covarde tratamento porque tenho medo de você não é? Mas te prometo uma coisa, Quando o Leão for embora, aí sim, te colocarei no teu devido lugar, e acredite, disso tenho a mais absoluta certeza, te darei tamanha lição, que decerto, dela, jamais irás esquecer enquanto viveres.


Moral da História - "Maldade mais profunda e desumanidade igual não há, do que tirar vantagem sobre os outros, aproveitando-se de um momento de vulnerabilidade."
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!! 

O Leão e o Asno

O Leão e o Asno

    
    Um Leão e um Asno combinaram que iriam caçar juntos. Em sua busca por presas, logo os caçadores viram um grupo de Cabras Selvagens que se esconderam numa caverna, e então resolveram traçar um plano para capturá-las. O Asno entraria na caverna e se encarregaria de atraí-las para fora. O Leão, claro, ficaria do lado de fora à espreita, pronto para atacá-las, tão logo de lá saíssem. 
 
    O plano funcionou com perfeição. Estando as Cabras tranquilas, distraídas e confiantes de que estavam em segurança no seu retiro, não perceberam que o Asno ali adentrara. O animal invasor, de surpresa, fez um barulho tão assustador, pulando e zurrando, com toda força que lhe era possível dispor, que as Cabras, tomadas de pânico, não tiveram outra reação senão correrem para todos os lados assustadas.

     E logo, um pouco recuperadas do susto, conseguiram encontrar a saída do confinamento, e julgando que estariam mais seguras do lado de fora, saíram dali correndo em disparada, apenas para caírem indefesas nas garras do Leão que, de prontidão, as aguardava à entrada da caverna. 

    Orgulhoso do seu feito, o Asno saiu para fora da caverna e disse: 

    - Você viu como coloquei todas à correr?

    Ao que o Leão respondeu: 

    - Sim, sem dúvida, e se eu não conhecesse você tão bem, certamente que faria a mesma coisa que elas.

Moral da História - "O fanfarrão com seu vozeirão e exibicionismo, não é capaz de impressionar aqueles que já o conhecem."
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!! 

As Duas Cabras

As Duas Cabras


    Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas. 

    O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo, com segurança. 

    Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, Exceto aquelas Cabras.


    Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando separadas pela funda garganta. 

    Então resolveram, ao mesmo tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres. 

    Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio. 

Moral da História - "É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da vaidade e teimosia."
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!!

A Águia e a Gralha

A Águia e a Gralha


    Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, num fulminante voo rasante e certeiro, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes e afiadas garras. 

    Uma Gralha, que a tudo testemunhara, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa. 

    Ela então voou para alto e tomou impulso. Então, com grande velocidade, atirou-se sobre uma Ovelha com a intenção de também carregá-la presa às suas garras. 

    Ocorre que suas garras, pequenas e fracas, acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã do animal, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças. 

    O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. 

    À noite a levou para casa e entregou como brinquedo para seus filhos.


    - Que pássaro engraçado é esse? - perguntou um deles. 

    - Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia.
 

Moral da História - "Não devemos permitir que a ambição nos conduza para além dos nossos limites."
Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/cfab.htm

Até a Próxima!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Vento e o Sol

O Vento e o Sol


    O vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte. De repente, viram um viajante que vinha caminhando.

    - Sei como decidir nosso caso. Aquele que conseguir fazer o viajante tirar o casaco, será o mais forte. -Você começa, propôs o sol, retirando-se - para trás de uma nuvem.

    O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o vento retirou-se.

    O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre o homem, que logo sentiu calor e despiu o paletó.

Moral da História - "A amor constrói, a violência arruína."

Até a Próxima!!

O Camundongo da Cidade e o Camundongo do Campo

O Camundongo da Cidade e o Camundongo do Campo


    Um camundongo que morava na cidade foi, uma vez, visitar um primo que vivia no campo. Este era um pouco arrogante e espevitado, mas queria muito bem ao primo, de maneira que o recebeu com muita satisfação. Ofereceu-lhe o que tinha de melhor: feijão, toucinho, pão e queijo.

    O camundongo da cidade torceu o nariz e disse:

    - Não posso entender, primo, como você consegue viver com estes pobres alimentos. Naturalmente, aqui no campo, é difícil obter coisa melhor. Venha comigo e eu lhe mostrarei como se vive na cidade. Depois que passar lá uma semana, você ficará admirado de ter suportado a vida no campo.

    Os dois puseram-se, então, a caminho. Tarde da noite, chegaram à casa do camundongo da cidade.

    - Certamente você gostará de tomar um refresco, após esta caminhada, disse ele polidamente ao primo.

    Conduziu-o à sala de jantar, onde encontraram os restos de uma grande festa. Puseram-se a comer geléias e bolos deliciosos. De repente, ouviram rosnados e latidos.

    - O que é isto? Perguntou, assustado, o camundongo do campo.

    - São, simplesmente, os cães da casa, respondeu o da cidade.

    - Simplesmente? Não gosto desta música, durante o meu jantar.

    Neste momento, a porta se abriu e apareceram dois enormes cães. Os camundongos tiveram que fugir a toda pressa.

    - Adeus, primo, disse o camundongo do campo. Vou voltar para minha casa no campo.
    - Já vai tão cedo? perguntou o da cidade.
    
    - Sim, já vou e não pretendo voltar, concluiu o primeiro.

Moral da História - "Mais vale o pouco certo, que o muito duvidoso." 

Até a Próxima!!

O Feixe de Varas

O Feixe de Varas


    Era uma vez um pai cujos os filhos viviam brigando entre si. Tentou ensiná-los a evitar aquelas discussões , mas em vão. Um dia, chamou-os todos e mostrou-lhes um feixe de varas. Disse-lhes:

    - Dou um prêmio a quem conseguir este feixe de varas.

    Cada um dos filhos experimentou, curvando o feixe nos joelhos, no pescoço, sem conseguir quebrá-lo. Por fim, o pai desamarrou o feixe e partiu as vars, uma a uma. Ele lhes falou:

    - Se vocês se mantiverem unidos, ninguém ousará lutar contra vocês. Se se separarem estão perdidos.

Moral da História - "A união faz a força."

Até a Próxima!!

O Menino e as Nozes

O Menino das Nozes


    Um menino, ao ver um jarro cheio de nozes, meteu a mão para tirar algumas. Apanhou tantas quanto pôde e tentou puxar fora a mão já cheia. Mas a mão fechada com as nozes era mais grossa que a boca do jarro. Não sabendo como livrar-se, começou a chorar. A mãe o socorreu.

Moral da História - "Quem tudo quer, nada tem."

Até a Próxima!!

O Leão e o Ratinho

O Leão e o Ratinho


    Um leão estava dormindo e acordou com as cócegas que um ratinho lhe fazia ao correr no seu focinho. Com terrível rugido, o leão agarrou o importuno e ia devorá-lo. quando o ratinho disse:

    - Por favor, poupe minha vida! Eu saberei retribuir a sua generosidade!

    O rei dos animais achou graça da pretensão do insignificante ratinho. Como é que um camundongo tão pequeno poderia fazer alguma coisa em favor de uma fera tão poderosa? Achou tanta graça que soltou o infeliz.

    Tempos depois, o leão caiu numa rede armada pelos caçadores e alise debatia quando chegou o ratinho, atraído pelos rugidos.

    - Espere um pouco! - disse o ratinho.

    E, roendo as malhas da rede, libertou o leão.

Moral da História - "Na hora do perigo, os fracos podem ajudar os fortes."

Até a Próxima!!

Os Camundongos em Conselho

Os Camundongos em Conselho


    Um dia os camundongos se reuniram para decidir a melhor maneira de lutar contra o inimigo comum, o gato. Discutiram horas seguidas, sem encontrar um bom plano.

    Afinal, um ratinho pediu a palavra e falou:

    - Sabemos que o grande perigo é quando o gato se aproxima tão mansamente que não percebemos sua presença. Proponho que se coloque um guizo no pescoço do gato. Graças ao barulho do guizo, saberemos da aproximação do gato, e teremos tempo para fugir.

    Todos aplaudiram a idéia brilhante. Mas um ratinho mais experimentado pediu, também a palavra e dissa:

    - A idéia é muito boa. Mas quem vai pendurar o guizo no pescoço do gato?

Moral da História - "É mais fácil falar do que fazer."

Até a Próxima!!

O Cavalo e o Empregado

O Cavalo e o Empregado


    Havia um empregado que escovava e limpava o seu cavalo durante horas seguidas. Mas também, aproveitava essas horas para furtar o milho do cavalo e vendê-lo na aldeia, em proveito próprio.

    Um dia o cavalo disse ao empregado.

    - Se queres melhorar a minha aparência, esfrega-me menos e alimenta-me mais.

Moral da História - "Furtar com um sorriso também é furtar."

Até a Próxima!!

domingo, 7 de outubro de 2012

O Fazendeiro e seus Filhos

O Fazendeiro e seus Filhos


    Um velho fazendeiro, sentindo a chegada da morte, pensou: "Morreria feliz se meus filhos fossem bons lavradores".

    Chamou os dois filhos e assim lhes falou:

    - Já não vou viver muito. Ouçam o que lhes tenho a dizer. No solo de nossas vinhas há um tesouro escondido.

    E morreu.

    Os dois jovens trataram de procurar o tesouro. Com enxadas e pás escavaram todo o terreno, sem encontrar o ouro e as pedras preciosas que imaginavam.

   Mas, graças ao trabalho de revolver a terra, as parreiras produziram as melhores uvas que até então haviam visto.

    O mais velho dos filhos disse para o irmão:

    - Agora eu sei de que tesouro falava nosso pai. São as nossas vinhas, mais ricas do que nunca.

Moral da História - "O bom trabalho faz a boa riqueza."

Até a Próxima!!

Os Dois Viajantes e o Machado

Os Dois Viajantes e o Machado


    Dois viajantes iam por uma estrada. De repente um deles parou e apontou para o chão, dizendo:

    - Veja! Achei um machado!

    - Não, meu amigo - disse o outro. - Não diga "achei um machado"; diga "achamos um machado".

    E apontou o machado. Continuaram a andar. Logo adiante um homem veio correndo e gritando:

    - Este machado é meu!

    O viajante que achara o machado disse ao outro:

    - Fomos apanhados!

    - Oh, não! - disse o outro. - Não diga "fomos apanhados". Diga "fui apanhado!"

Moral da História - "Quem não sabe dividir o prêmio não divide o perigo."

Até a Próxima!!

O Porco-espinho e as Toupeiras

O Porco-espinho e as Toupeiras


    O tempo esfriava e um porco-espinho tratou de procurar abrigo. Encontrou um buraco excelente - mas viu que ele estava servindo de casa para uma família de toupeiras.

    - Vocês me deixariam ocupar um pouco desse espaço durante o inverno? - perguntou o porco-espinho.

    As toupeiras, que eram boazinhas, consentiram e o porco-espinho meteu-se dentro da gruta. Mas o buraco era tão pequeno que, cada vez que as toupeiras se mexiam, os pêlos do porco-espinho as espetavam. As toupeiras aguentaram enquanto puderam, até que, inconformadas, decidiram que uma delas falasse ao hóspede:

    - Seu Porco-Espinho, venho pedir-lhe que o senhor se mude e nos restitua a nossa gruta.

    - Esta não! - retrucou o porco-espinho. - Os incomodados que se mudem!

Moral da História - "Conheça o hóspede antes de oferecer-lhe hospitalidade."

Até a Próxima!!

O Pastor e o Lobo

O Pastor e o Lobo


    Um pastor encontrou uma vez um filhote de lobo que a mãe abandonara. Levou o filhote para casa, tratou dele e ensinou-o a roubar carneiros dos rebanhos vizinhos. O lobo cresceu e aprendeu tão bem que um dia roubou um carneiro do rebanho do próprio pastor.

    - Por que fizeste isto comigo? - perguntou o pastor, queixoso.

    - Por que me ensinaste a roubar? - retrucou o lobo.

Moral da História - "Quem ensina o mal, com o mal será castigado."

Até a Próxima!!

Os Viajantes e o Urso

Os Viajantes e o Urso


    Dois homens viajavam juntos quando, de repente, surgiu um urso de dentro da floresta e parou diante deles, urrando. Um dos homens tratou de subir na árvore mais próxima e agarrar-se aos ramos. O outro, vendo que não tinha tempo para esconder-se, deitou-se no chão, esticado, fingindo de morto, porque ouvira dizer que os ursos não tocam em homens mortos.

    O urso aproximou-se, cheirou o homem deitado, e voltou de novo para a floresta.

    Quando a fera desapareceu, o homem da árvore desceu apressadamente e disse ao companheiro:

    - Vi o urso a dizer alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?

    - Disse que eu nunca viajasse com um medroso.

Moral da História - "Na hora do perigo é que se conhecem os amigos."

Até a Próxima!!

O Fazendeiro e a Cegonha

O Fazendeiro e a Cegonha


    Um fazendeiro armou uma rede no campo onde plantara milho, porque ali vinham os pardais comer o milho semeado. Entre os pardais, caiu na rede uma cegonha.

    - Alto lá! - exclamou a cegonha. - Não sou pardal, sou cegonha. Não tenho nada que ver com isso! Solte-me!

    O fazendeiro retrucou:

    - Se você não é pardal, que estava fazendo no meio desses ladrões?

Moral da História - "Quem é bom não se mistura."

Até a Próxima!!
 

O Menino Nadando no Rio

O Menino Nadando no Rio


    Num dia de primavera, um menino passeava à margem dum rio. A água estava tão convidativa que ele se despiu e mergulhou nela. Mas a correnteza era muito forte e em pouco tempo o menino corria o perigo de se afogar. Um viajante, que assistia à cena, socorreu-o, enquanto ele gritava:

    - Socorro!

Moral da História - "A imprudência está a um passo da morte."

Até a Próxima!!

O Macaco e o Golfinho

O Macaco e o Golfinho


    Um marinheiro levava consigo um macaco, no navio. O macaco divertia-se e a toda a tripulação. Subitamente, o navio viu-se no meio de terrível tempestade: os fortes ventos e as grandes ondas quebraram o navio em pedaços. O marinheiro, a tripulação e o macaco tiveram de lançar-se ao mar e nadar para não se afogarem.

    Um golfinho viu o macaco debatendo-se à água e veio em seu socorro: o macaco montou nele e lá se foram até à costa. O golfinho pensava que o macaco era um homem e lhe perguntou:

    - O senhor é ateniense?

    - Sim, sou - respondeu o macaco. - E descendo de uma das mais importantes famílias de Atenas!

    - Então conhece o Pireu?

    O macaco não sabia que o Pireu é o famoso porto de Atenas. E respondeu:

    Decerto. Conheço muito bem. É um dos meus melhores amigos.

    O golfinho ficou tão zangado que atirou o macaco dentro d'água e afastou-se, nadando.

Moral da História - "Sempre se descobre a mentira."

Até a Próxima!!

O Lobo, O Leão e o Carneiro

O Lobo, O Leão e o Carneiro


    Um dia um lobo roubou um carneiro. Arrancou-o do rebanho e o levava para o seu esconderijo quando um leão apareceu no seu caminho e o arrancou das mandíbulas do lobo. O lobo correu até uma distância segura e gritou para o leão:

    - Você roubou o que me pertence!

    O leão retrucou:

    - Ladrão que rouba ladrão...

Moral da História - "Só podemos exigir respeito pelo que nos pertence com justiça."

Até a Próxima!!

O Lobo e o Carneiro

O Lobo e o Carneiro


    Um dia um lobo encontrou um carneirinho que se afastara do rebanho. O lobo decidiu encontrar uma boa razão para devorar o carneirinho e assim falou:

    - Você é o carneirinho que me insultou no ano passado!

    - Não - disse o carneirinho. - No ano passado eu não era nascido...

    - Então você é o carneirinho que comeu a grama das minhas pastagens!

    - Não - retrucou o carneirinho. - Sou tão pequeno que ainda não como grama.

    - Então você é o carneirinho que bebeu no meu poço!

    - Não - respondeu ainda o carneirinho. - Não preciso de água porque bebo o leite de minha mãe.

    O lobo saltou sobre o carneirinho, urrando:

    - De qualquer modo, vou devorar você!

Moral das História - "O tirano usa qualquer desculpa."

Até a Próxima!!

O Leão Apaixonado

O Leão Apaixonado


    Faz muito tempo, um leão se apaixonou pela filha do lenhador e pediu-a em casamento. O lenhador não concordava mas não deixou que o leão o percebesse.

    - Nobre leão - disse - a sua proposta muito me honra. Mas pense nos temores de minha filha... você tem dentes muito grandes, que podem arranhá-la. Antes de anunciarmos o noivado, deixe-me cortar suas unhas e arrancar seus dentes.

    O leão estava tão apaixonado que consentiu. O lenhador arrancou-lhe dentes e unhas.

    - Agora, anuncie o noivado! - disse o leão.

    - Você acha que minha filha se casará com um noivo sem unhas e sem dentes? - retrucou o lenhador.

Moral da História - "A paixão tira o juízo."

Até a Próxima!!


O Leão Enfermo

O Leão Enfermo


    Um velho leão, já sem forças para seguir o seu próprio alimento, espalhou a notícia de que estava muito doente e que receberia quem o fosse visitar em sua caverna.

    Os animais ouviram a notícia e, um a um, se aproximaram para saber da saúde do velho leão. Depois que muitos animais ali desapareceram, a raposa desconfiou. Parou a uma distância segura e chamou o leão:

    - Como se sente, Majestade?

    - Sinto-me um pouco melhor - respondeu o leão. - Mas por que não entras aqui, cara amiga? Vem fazer-me um pouco de companhia...

    - Não, não - respondeu a raposa. - Nessa caverna há muitos rastros que entram e nenhum que sai!

Moral da História - "Os espertos aprendem com a desgraça alheia."

Até a Próxima!!

O Trombeteiro feito Prisioneiro

O Trombeteiro feito Prisioneiro


    Havia um trombeteiro que gostava de marchar à frente das tropas, tocando orgulhosamente sua trombeta. Um dia, numa batalha, foi o primeiro que o inimigo aprisionou. Então gritou para os que o prendiam:

    - Por favor, poupem-me! Nunca matei ninguém! Nem uso armas! Só trago comigo a minha trombeta!

    - Por isso mesmo te prendemos - retrucou um dos carcereiros. - Não lutas mas incitas os outros à batalha.

Moral da História - "Os que incitam à guerra são piores do que os que lutam nela."

Até a Próxima!!

O Lobo e a Cegonha

O Lobo e a Cegonha


    Uma vez, quando um lobo estava jantando, um osso ficou preso em sua goela. Aflito, pediu socorro à cegonha: que metesse o bico dentro do pescoço do lobo e extraísse o osso.

    - Saberei mostrar minha gratidão! - disse o lobo.

    A cegonha fez como pedia o lobo, arrancou o osso e perguntou:

    - Agora, qual a minha recompensa?

    - Não puseste a cabeça dentro da minha boca sem que eu te comesse? Já estás recompensada!

Moral da História - "Os maus nunca são gratos."

Até a Próxima!!

O Mercador de Sal e o Burro

O Mercador de Sal e o Burro


    Um mercador de sal levou seu burro à beira-mar, para comprar sal. Carregou a garupa do burro de cestas de sal e tocou-se com ele para casa. No caminho, atravessaram um riacho. O burro escorregou e caiu dentro d'água. Quando conseguiu levantar-se, achou que o peso da carga estava muito menor, porque grande quantidade de sal se dissolvera na água.

    O mercador voltou à beira-mar e reencheu as cestas. De regresso à casa, o burro novamente caiu dentro do riacho. Desta vez, porém, tinha feito de propósito.

    O mercador compreendeu a intenção do burro mas não disse nada. Levou-o novamente junto ao mar e, disfarçadamente, colocou dentro das cestas um  carregamento de esponjas.

    Quando chegaram junto do riacho, o burro tratou de cair mais uma vez. E então as esponjas se encharcaram d'água, de tal modo que, em vez de a carga do burro ficar aliviada, dobrou de peso.

Moral de História - "Quem com ferro fere, com ferro será ferido."

Até a Próxima!!

O Pescador e o Peixinho

O Pescador e o Peixinho


    Um pescador estava pescando e, depois de horas de pescaria, só conseguiu apanhar um peixe muito pequeno. O peixinho lhe disse:

    - Poupe a minha vida e jogue-me de novo no mar. Dentro de pouco tempo, estarei crescido e você poderá pescar um peixa grande!

    O pescador respondeu:

    - Eu seria um bobo se te soltasse por uma pescaria incerta...

Moral da História - "Mais vale a certeza de hoje do que a incerteza de amanhã."

Até a Próxima!!

Os Bois e o Carreteiro

Os Bois e o Carreteiro


    Uma junta de bois puxava uma pesada carroça, num acidentado caminho. A cada volta das rodas de madeira nos eixos, elas guinchavam e gemiam. Desesperado, o carroceiro gritou:

    - Carroça, por que fazes tanto barulho? São dois bois que aguentam o teu peso, e no entanto estão calados!

    Um dos bois murmurou para o companheiro ao lado:

    - O patrão tem razão.

Moral da História - "Nem sempre quem geme é quem faz força."

Até a Próxima!!

O Pastorzinho e o Lobo

O Pastorzinho e o Lobo


    Todos os dias, um jovem pastor levava um rebanho de ovelhas às montanhas perto da aldeia. Um dia, por brincadeira, ele correu de lá de cima gritando:

    - Um lobo! Um lobo!

   Os habitantes da aldeia trataram de apanhar pedaços de pau para caçar o lobo. E encontraram o pastorzinho às gargalhadas, dizendo:

    - Eu só queria brincar com vocês!

    E, vendo que a brincadeira realmente assustava os aldeões, gritou no dia seguinte:

    - Um lobo!

    E novamente os moradores da aldeia trataram de apanhar suas armas de madeira.

   Tantas vezes o fez que a gente da aldeia não prestava mais atenção aos seus gritos. Mais uns dias e ele volta a gritar:

    - Um lobo! Um lobo! Socorram-me!

   Um dos homens disse aos outros:

    - Já não acredito. Ele não nos engana mais.

    E era de fato um lobo, que dizimou todo o rebanho do pastorzinho.

Moral da História - "Ninguém acredita num mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade."

Até a Próxima!!

sábado, 6 de outubro de 2012

O Moleiro, O Filho e o Burro

O Moleiro, O Filho e o Burro


    Um dia de verão, um moleiro e seu filho saíram do moinho e iam levando um burrinho à feira da aldeia vizinha, para vendê-lo. No caminho, algumas moças começaram a rir deles.

    - Que bobos vocês são! Bem poderia a criança montar no burro, em vez de ir a pé num dia tão quente!

    O moleiro fez o filho montar no burro e continuou andando a seu lado. Logo chegaram perto de um grupo de velhos e um deles disse, apontando o moleiro, o filho e o burro:

    - Ninguém mais respeita os velhos! Reparem só! Enquanto uma criança monta no burro, seu velho pai se esfalfa a arratá-lo!

    Ouvindo-o, o moleiro fez descer o filho da garupa do burro e ele próprio montou-o, continuando logo o caminho.

    Chegaram junto a um grupo de mulheres e crianças. Uma das mulheres exclamou:

    -Como pode um homem adulto ir montado num burro e deixar uma criança ir a pé!

    O moleiro suspendeu o filho e colocou-o em cima do burro. Logo adiante, de outro grupo surgiu um homem que gritou:

    - Que malvados! Como podem maltratar assim um burrinho tão pequeno?

    Envergonhado, o moleiro amarrou as pernas do burro e carregou-o nas costas, ajudado pelo filho.

    Os moradores da aldeia riram `s gargalhadas quando viram pai e filho carregando o burro. Riram tanto que o burrinho se assustou, começou a sacudir as pernas, as cordas que as amarravam rebentaram, e ele caiu dentro do rio.

Moral da História - "Quando se quer agradar a todos, acaba-se não agradando a ninguém."

Até a Próxima!!

O Mágico

O Mágico


    Era muito afamado um mágico, porque lia a sorte das pessoas que passavam pela praça do mercado. Certa tarde, um homem correu para ele e lhe disse:

    - Feiticeiro! Um ladrão invadiu tua casa! Está furtando tudo que é teu. Corre!

    O mágico disparou, aflito. Um dos presentes gritou:

    - Se sabes dizer a sorte alheia, como é que não sabes dizer a tua?

Moral da História - "É mais fácil ser sábio para com os outros do que para consigo mesmo."

Até a Próxima!!

O Lobo na Pele do Cordeiro

O Lobo na Pele do Cordeiro


    Um lobo achou uma pele de cordeiro e vestiu-a, dizendo:

    - Agora posso acompanhar o rebanho e escolher os melhores cordeirinhos para o meu jantar!

    Estava tão bem disfarçado que nenhum cordeiro percebeu. Mas o pastor veio escolher um cordeiro para o jantar e agarrou justamente o lobo, pensando que fosse um dos do rebanho. E matou-o.

Moral da História - "O feitiço volta-se contra o feiticeiro."

Até a Próxima!!

O Corvo e o Jarro

O Corvo e o Jarro


    Um corvo morria de sede e se aproximou de um jarro, que uma vez vira cheio d'água. Mas, desapon-tado, verificou que a água estava tão baixa que ele não podia alcançá-la com o bico. Tentou derramar o jarro mas era impossível: o jarro era pesado demais.

    De repente, viu ali perto um monte de bolas de gude. Apanhou com o bico umas das bolas e jogou dentro do jarro. Depois outra. E outra mais. E outra. E a cada bola que jogava, a água subia. Jogou tantas bolas dentro do jarro que a água subiu até o gargalo. Então o corvo pôde beber.

Moral da História - "Onde a força falha, a inteligência vence."

Até a Próxima!!

O Viajante Gabola

O Viajante Gabola


    Um jovem que viajara por muitos países voltou um dia à sua cidade. Ali não cessava de contar as coisas maravilhosas que fizera. Os outros escutavam:

    - Uma vez, em Rodes, dei o salto mais alto do mundo! Ninguém saltou tão alto, até hoje! Tenho testemunhas desse salto!

    Um dos compatriotas, cansado de ouvir sempre a mesma gabolice, retrucou-lhe:

    - Se o que você diz é verdade, não precisa de testemunhas. Salte outra vez!

Moral da História - "Fatos valem mais que palavras."

Até a Próxima!!

O Mosquito e o Touro

O Mosquito e o Touro


    Um mosquito pousou no chifre de um touro e lá ficou por muito tempo. Depois, voou e perguntou ao touro:

    - O meu peso não o incomodou, Senhor Touro? Se assim foi, basta dizer e não o incomodarei mais...

    - Para falar a verdade - respondeu o touro - eu nem notei a sua presença. Tanto pode ficar como ir-se embora...

Moral da História - "Nem sempre os outros nos dão a importância que pensamos ter."

Até a Próxima!!

O Lobo e o Cão Doméstico

O Lobo e o Cão Doméstico


    Um dia um lobo encontrou um cão bem nutrido. Viu que o cão usava uma grossa coleira. Perguntou ao cão:

    - Quem te alimentou tão bem?

    - Meu dono, o caçador - respondeu o cão.

    - E que é isto que tens mo teu pescoço? - perguntou ainda o lobo.

    - A coleira com que ele me prende - respondeu o cão.

    - Prefiro a fome à coleira - disse o lobo.

Moral da História - "Mais vale a fome que a escravidão."

Até a Próxima!!

O Leão e o Javali

O Leão e o Javali


    Num dia mito quente, um leão e um javali chegaram a um poço no mesmo instante. Estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia primeiro. Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando o leão olhou para cima e viu vários urubus voando.

    - Olhe lá! - disse o leão. - Aqueles urubus estão com fome e estão esperando para ver qual de nós dois será derrotado...

    - Então, é melhor fazermos as pazes - respondeu o javali. - Prefiro ser seu amigo do que comida de urubus.

Moral da História - "Diante de um perigo maior, é melhor esquecermos as pequenas rivalidades."

Até  a Próxima!!

O Galo e a Jóia

O Galo e a Jóia


    Um galo estava ciscando no terreiro e, no meio da sujeira, encontrou uma jóia.

    - Ah - disse, triste, o galo - como ficaria feliz o meu dono se encontrasse esta jóia! Para mim, porém, ela é completamente inútil; eu preferiria ter achado um sabugo de milho...

Moral da História - "O que para uns tem valor, para outros nada vale."

Até a Próxima!!

O Burro, O Galo e o Leão

O Burro, O Galo e o Leão


    Um burro e um galo viviam em perfeita harmonia. Um dia, um leão faminto passou pela fazenda onde eles moravam. Quando o leão viu o burro, seus olhos se arregalaram:

    - Oba que burro apetitoso!

    Quando ia saltar sobre o burro, o galo botou a boca no mundo, isto é, botou o bico no mundo. O leão, assustado com a gritaria, tratou de ir embora. O burro disse ao galo:

    - Que leão covarde! Embora sendo o rei dos animais, fugiu de um simples galo!

    E começou a zombar do leão. Zombou e afastou-se tanto de junto da fazenda que o leão reapareceu, saltou sobre ele - e ninguém pôde salvar.

    O galo, que assistia a tudo, do alto do telhado da fazenda, refletiu:

    - Pobre do meu amigo... não sabia o que era capaz ou incapaz de fazer...

Moral da História - "A falsa confiança própria leva à desgraça."

Até a Próxima!!

O Carvalho e o Junco

O Carvalho e o Junco


    Um enorme carvalho viu-se um dia cercado por um violento furacão, que o arrancou do solo e o atirou na correnteza, onde caiu entre alguns juncos. Disse, tristemente:

    - Como é isso possível? O furacão me arranca do chão, com raízes e tudo, e não arranca esses magros juncos?

    - É que és orgulhoso demais - disse um dos juncos e não sabes curvar-te como nós!

Moral da História - "Durante a tempestade, é melhor curvar-se do que quebrar."

Até a Próxima!!

O Cervo e o Leão

O Cervo e o Leão


    Num belo dia de verão, um cervo chegou até um regato, para beber água. Quando inclinou a cabeça, viu na água a própria imagem e exclamou, orgulhoso:

    - Oh, como eu sou bonito e que bonitos são meus chifres!

    Aproximou-se mais e viu o reflexo das próprias pernas dentro da água:

    - Mas como são finas as minhas pernas... observou com tristeza.

    Nesse momento surgiu um leão que saltou sobre o cervo. O cervo disparou pela campina, com tanta velocidade que o leão não conseguiu pegá-lo. Aí, o cervo entrou por dentro da floresta e os seus chifres se embaraçaram nos galhos das árvores. Em poucos instantes o leão saltava sobre o prisioneiro.

    - Ai de mim! - gemeu o cervo. - Senti orgulho de meus chifres e desprezei minhas pernas... no entanto, estas me salvariam e aqueles causariam minha perda...

Moral da História - " Muitas vezes desdenhamos do que temos de melhor."

Até a Próxima!!

O Homem e o Leão

O Homem e o Leão


    Viajavam juntos um homem e um leão. O homem disse:

    - Eu sou mais forte que você!

    O leão disse:

    - Eu sou mais forte que você!

    No meio da discussão, o homem viu uma estátua que representava um homem esganando um leão.

    - Olha lá! - disse ele. - Veja como o homem é mais forte! Aquela estátua prova que eu estou com  a razão!

    O leão retrucou:

    - Se a estátua tivesse sido feita por um leão, seria o leão quem estaria esganando o homem!

Moral da História - "O fim de uma história depende sempre de quem a conta."

Até a Próxima!!

O Leão e os Touros

O Leão e os Touros


    Um leão entrou num pasto onde pastavam alguns touros. Tentou várias vezes agarrá-los mas sempre errava o bote porque, ao chegar perto, os touros se colocavam uns juntos aos outros, em roda, de modo que seus chifres ameaçavam espetar o leão.

    Um dia, entretanto, os touros tiveram uma desavença e não queriam falar-se. Cada um foi pastar para um lado. O leão aproximou-se e, atacando-os um a um, destroçou-os.

Moral da História - "A união faz a força."

Até a Próxima!!

domingo, 30 de setembro de 2012

O Cavalo, O Caçador e o Cervo

O Cavalo, O Caçador e o Cervo


    Um cavalo pastava no campo. Um dia, um cervo veio até ali e obrigou o cavalo a repartir com ele a grama.

    - Este pasto é meu - disse o cavalo - mas não queres sair dele!

    Desejoso de vingança, pediu ajuda a um caçador que passava e este respondeu:

    - Só com a tua ajuda posso caçar o cervo. Deixa que eu ponha este bridão na tua boca e esta sela na tua garupa. Montado em ti. poderei dar caça ao cervo.

    O cavalo consentiu: o caçador selou-o, pôs-lhe o bridão na boca, montou-o e falou:

    - Agora estás sob o meu poder e tens que obedecer-me!

Moral da História - "A liberdade não se compra com vingança."

Até a Próxima!!

O Caçador e a Perdiz

O Caçador e a Perdiz


     Um caçador armou um dia uma arapuca para ver se pegava um falcão. Ao voltar à floresta, horas depois, encontrou uma perdiz dentro da arapuca.

    - Senhor caçador, solte-me! - exclamou a perdiz.

    Se me soltar, eu lhe mostro um lugar onde há uma porção de perdizes!

    - Nada disto! Se você caiu na minha armadilha e quer a liberdade em trocada de suas irmãs, merece ir para a panela.

Moral da História - "Ninguém deve salvar-se traindo seus amigos."

Até a  Próxima!!

O Cão na Manjedoura

O Cão na Manjedoura


    Um cão, ao procurar um bom lugar para dormir, entrou no estábulo vazio de um boi. Tudo estava tão quieto e agradável que se deitou no capim e tirou uma boa soneca.

    Algumas horas se passaram e chegou o boi, de volta do campo. Veio com fome. Seus passos acordaram o cão, que logo começou a latir, furioso. Cada vez que o boi tentava aproximar-se para comer, o cão investia contra ele.

    O boi, que era paciente, disse:

    - Meu caro, assim nem eu como, nem você dorme...

Moral da História - "Há quem só sinta prazer em tirar o prazer dos outros."

Até a Próxima!!

O Cão Malvado

O Cão Malvado


    Era uma vez um cão tão malvado que saltava em cima das pessoas e as mordia sem que estas pudessem evitá-lo.

    Muito aborrecido com isto, seu dono pendurou-lhe um sino no pescoço, o que daria alarme da presença do cão. Primeiro, o cão se aborreceu com o badalar do sino; depois, sentiu-se orgulhoso, e passeava na praça, exibindo-se.

    Um velho cão lhe disse:

    - Por que tanta empáfia? Imaginas que o sino é uma condecoração? Não vês que é um aviso para que todos te evitem?

Moral da História - "Nem sempre ser conhecido é ser admirado."

Até a Próxima!!
    
    

O Cão e a Sombra

O Cão e a Sombra


    Um cão, com um pedaço de carne na boca, atravessava uma ponte sobre uma correnteza. Olhando para baixo, viu a própria sombra dentro d'água. Pensando que o reflexo era um outro cão, com um pedaço maior de carne na boca, decidiu roubá-lo e, para tanto, abriu as mandíbulas. O pedaço de carne caiu na corrente-za e lá se foi...

Moral da História - "Quem tudo quer, tudo perde."

Até a Próxima!!

O Burrinho na Pele do Leão

O Burrinho na Pele do Leão


    Uma vez um burrinho achou uma pele de leão e meteu-se dentro dela. E assim foi, pela floresta, imitando os urros do leão e com isto assustando todos os animais. De repente, chegou junto da raposa e quis amedrontá-la também. Mas a raposa retrucou aos urros do burrinho:

    - Meu caro, eu também ficaria assustada se não tivesse reconhecido os seus urros.

Moral da História - "A roupa pode disfarçar o tolo até que ele abra a boca."

Até a Próxima!!

O Cão e a Lebre

O Cão e a Lebre


    Um cão caçador viu uma lebre escondida numa moita. Quis logo caçá-la mas a lebre disparou e desapareceu. Por ali passava um pastor que viu como o cão perdeu a lebre e disse:

    - Você se julga um caçador? A lebre é dez vezes menor do que você e no entanto você a perdeu!

    - Você se esquece, pastor - disse o cão - que eu estava só procurando o que comer, enquanto a lebre estava procurando salvar a vida!

Moral da História - "O medo põe asas nos pés."

Até a Próxima!!

O Caçador e o Lenhador

O Caçador e o Lenhador


    Um dia um caçador procurava o rastro de um leão. Tanto procurou que encontrou um lenhador, que apanhava galhos para sua lenha.

    - Diga-me aqui, meu amigo - perguntou o caçador - será que você viu por aqui as pegadas dum leão?

    O lenhador respondeu:

    - As pegadas? Posso mostrar a você onde fica a gruta do leão. Vamos até lá.

    O caçador tremeu de medo e gaguejou:

    - Oh, nnnnã... não. Nnnnã... ão qqq... quero vvver o lllleão, qqq... quero só vvver o rrastro dele!

    - E você pensa que é caçador! - exclamou o lenhador.

Moral da História - "A bravura não se mostra com palavras mas com fatos."

Até a Próxima!!

sábado, 29 de setembro de 2012

O Burrinho Brincalhão

O Burrinho Brincalhão


    Um macaco subiu num telhado e ali começou a dançar. O dono do prédio achou muita graça daquelas danças e cambalhotas. No dia seguinte, um burro subiu no mesmo telhado, e, dançando quebrou várias telhas. O dono do prédio ceio ao encalço do burro e expulsou-o de cima do telhado, malhando-o com um pedaço de pau.

    - Por que me bates? - perguntou o burro. - Ontem o macaco fez a mesma coisa e tu apenas riste!

    - É verdade - respondeu o homem. - Mas era diferente.

Moral da História - "O que é direito para um pode ser errado para outro."  

Até a Próxima!!

O Avarento

O Avarento


    Um avarento vendeu tudo o que possuía e, como dinheiro apurado, comprou um enorme pedaço de ouro. Cavou um buraco no jardim e ali enterrou o ouro. Todos os dias ele ia até ali, desenterrava o ouro e o contemplava amorosamente.

    Um dos empregados do avarento começou a conjecturar sobre o que iria fazer o patão durante tanto tempo no jardim. Escondeu-se por detrás duma árvore e descobriu o segredo do tesouro escondido.

    De noite, quando o avarento dormia, o empregado foi até i jardim e furtou o ouro.

    Quando o avarento deu pelo desaparecimento de tesouro, começou a chorar, desesperadamente, arrancando os cabelos. Um vizinho lhe disse:

    - Pare de chorar, meu caro. Apanhe uma pedra e ponha dentro do buraco. E venha todos os dias contemplá-la.

Moral da História - "A avareza tanto serve aos ricos quanto aos pobres."

Até a Próxima!!

Júpiter, Netuno, Minerva e Momo

Júpiter, Netuno, Minerva e Momo


    Segundo uma velha lenda, o primeiro homem foi feito por Júpiter, o primeiro toro por Netuno, e a primeira casa foi feita por Minerva. Quando os deuses terminaram cada qual sua obra, começaram a discutir, para ver qual a mais perfeita. Não tendo chegado a um acordo, pediram a Momo que ele julgasse.

    Momo, que não tinha talento criador, começou a apontar erros. Primeiro falou da obra de Netuno:

    - Você devia ter posto os chifres do touro debaixo dos olhos. Como é que ele pode ver onde dará a chifrada?

    - O homem devia ter o coração fora do corpo. Como é que os outros podem ver os seus sentimentos?

    E, para Minerva:

    - A casa que você fez devia ter rodas. Como é que os seus moradores poderão evitar os vizinhos incômodos?

    Júpiter, zangado, privou Momo do direito de julgar.

Moral da História - "O invejoso não vê méritos no que os outros fazem."

Até a Próxima!!

Júpiter e a Abelha

Júpiter e a Abelha


    A rainha Abelha queria oferecer mel aos deus Júpiter. Recolheu o mel das melhores colméias e voou com ele ao Monte Olimpo. O deus gostou tanto do presente que prometeu dar à abelha qualquer coisa que ela quisesse.

    - Oh, Júpiter Todo-Poderoso! - exclamou a abelha. - Dê-me um ferrão tão forte que com ele eu possa matar quem se aproximar para roubar o meu mel!

    Júpiter não gostou de ver a abelha com tamanho desejo de vingança. Mas não podia recuar de sua promessa. Disse então à abelha:

    - Vou dar-te um ferrão. E quando você atacar, a picada será mortal.

    A Rainha Abelha já ia agradecer a Júpiter, quando o deus acrescentou:

    - A picada será mortal - mas será mortal para você! Quando você usar o ferrão, ele se quebrará e você morrerá!

Moral da História - "Quem deseja o mal recebe o mal."

Até a Próxima!!

Hércules e o Carroceiro

Hércules e o Carroceiro


    Um carroceiro vinha puxando sua carroça no campo. De repente, uma das rodas meteu-se num sulco profundo da estrada. Desesperado, sem saber o que fazer, começou a gritar para que Hércules, o deus da força, o acudisse:

    Hércules ouviu os gritos do homem e desceu do Monte Olimpo. Mas, em vez de retirar a carroça o sulco, disse:

    - Meu caro, ponha o seu ombro de encontro à roda e empurre-a, que ela sairá daí.

Moral da História - " Ajude-se a si mesmo antes de pedir ajuda aos outros."

Até a Próxima!!

A Vendedora de Leite e o Balde

A Vendedora de Leite e o Balde


    Uma vendedora de leite ia a caminho do mercado. Na cabeça, levava um grande balde de leite. Enquanto andava, ia pensando no dinheiro que ganharia com a venda do leite:

    - Vou comprar umas galinhas. As galinhas vão botas ovos todos os dias. Vendendo os ovos a bom preço. Com o dinheiro dos ovos, compro uma saia e um chapéu novos. De que cor? Verde, tudo verde, que é a cor que me assenta bem. Irei ao mercado de vestido novo. Os rapazes vão me admirar, e me acompanhar, e me dizer galanteios, e eu sacudirei a cabeça... assim!

    E sacudiu a cabeça. O balde caiu no chão e o leite todo espalhou-se. A vendedora de leite voltou com o balde vazio.

Moral da História - "Não se deve contar hoje com os lucros de amanhã."

Até a Próxima!!

A Velha e o Médico

A Velha e o Médico


    Uma velha, que já não enxergava, chamou um médico e lhe disse:

    - Cure-me da minha cegueira e eu lhe pagarei bem. Mas se não me curar, nada pagarei. Concorda?

    O médico aceitou. Cada semana, ele vinha à casa dela e lhe aplicava nos olhos um remédio sem valor. Mas, a cada visita, ele carregava consigo alguma coisa dos móveis da velha. Acabou levando tudo que ela possuía.

    Depois disso, o médico deu-lhe um remédio que a curou. A velha enxergava outra vez a ponto de ver que sua casa estava vazia e que não poderia pagar o médico. E este, para cobrar, levou-a aos tribunais.

    Diante do juiz, a velha falou:

    - Este homem fala a verdade. Concordei que lhe pagaria se recuperasse a visão. Ele concordou que não precisaria pagar-lhe se eu permanecesse cega. Agora ele diz que estou curada. Eu digo que continuo cega, porque quando perdi a visão minha casa estava cheia objetos que agora não posso ver!

    O juiz deu ganho de causa à velha.

Moral da História - "Quem está pronto a ganhar o que não merece, deve estar pronto a perder."

Até a Próxima!!

    

As Rãs Pedindo Rei

As Rãs Pedindo Rei


    As rãs viviam felizes na sua lagoa. Brincavam e saltavam sem cuidado. Algumas delas, porém, não concordavam com aquele gênero de vida.

    - Devemos ter um rei - disse uma às outras. - Ele nos governará e dirá o que devemos fazer.

    Foram até Júpiter e lhe pediram um rei. Júpiter atirou na lagoa um pedaço de pau, dizendo:

    - Aí está o rei que vocês pedem!

    A princípio, as rãs se apavoraram; mas logo viram que se tratava de um pedaço de pau. Saltaram em cima dele:

    - Nem mesmo se move!

    Voltaram a Júpiter e pediram um rei de verdade:

    - Queremos um rei que nos governe!

    Júpiter mandou-lhes uma cegonha, que começou a devorar as rãs.

    - Salva-nos, Júpiter! - gritavam elas.

Moral da História - "É preciso construir hoje o dia  de amanhã."

Até a Próxima!!

As Lebres e as Rãs

As Lebres e as Rãs


    Por muito tempo, as lebres pensaram que qualquer outro animal era um inimigo. O medo era tanto que decidiram atirar-se num lago e morrer. Quando chegaram à ribanceira, viram as rãs, que ali descansavam, se atirarem no lago, apavoradas.

    A mais velha das lebres chamou as outras e lhes disse:

    - Vejam, há quem seja mais medrosa do que nós...

Moral da História - "Há sempre alguém pior do que nós..."

Até a Próxima!!

As Árvores e o Machado

As Árvores e o Machado


    Um lenhador foi à floresta e pediu às árvores que lhe dessem um cabo para o seu machado.

    Algumas das árvores, querendo ajudar o lenhador, disseram-lhe onde ele poderia encontrar uma boa irmã cuja madeira servisse para o cabo.

    Logo que o lenhador preparou o cabo do machado, começou a brandi-lo a torto e direito, derrubando as árvores mais fortes da floresta.

    Um velho carvalho, lamentando a destruição, disse a outro a seu lado:

    - Se as nossa irmãs não quisessem agradar ao lenhador, viveríamos ainda centenas de anos.

Moral da História - "Se queres proteção, protege o teu próximo."

Até a Próxima!!

A Raposa Sem Rabo

A Raposa Sem Rabo

    Um dia, uma raposa, passeando pela floresta, foi apanhada numa armadilha. Conseguiu escapar mas, para tanto, ali teve de deixar sua linda calda.. Envergonhada de aparecer em sociedade sem o seu belo ornamento, escondeu-se na floresta e não aparecia para ninguém.

    Assim passaram dias, enquanto ela pensava em como surgir diante das outras raposas...

    Veio-lhe então uma idéia: correu para onde estavam as outras e gritou:

    - Olhem-me, queridas amigas! Já não tenho mais rabo! Felizmente estou livre daquele horrível penacho! Vejam como estou mais bonita! Se vocês querem ficar tão bonitas quanto eu, posso cortar os rabos de todas vocês!

    - Irmã raposa - respondeu uma delas, a mais ajuizada - se nós tivéssemos perdido nossas caudas, estaria você disposta a ver-se livre da sua?

Moral da História - "A desgraça gosta de companhia."

Até a Próxima!!
 


A Raposa e o Lenhador

A Raposa e o Lenhador


    Uma raposa estava sendo perseguida por uma matilha de cães. Deparou com um lenhador, que cortava lenha no mato, e suplicou:

    - Esconda-me, por favor!

    O lenhador escondeu-a em sua cabana.

    Logo depois chegaram os caçadores com os cães.

    - Você não viu uma raposa por aqui?

    O lenhador respondeu, bastante alto para que a raposa ouvisse:

    - Não vi nenhuma raposa esta manhã...

    E, enquanto dizia, apontava para o lugar onde a raposa estava escondida. Mas os caçadores não entenderam o sinal e se foram com os cães.

    Assim que desapareceram, a raposa saiu do esconderijo e já ia correr, sem nada falar ao lenhador, quando este exclamou:

    - Como você é ingrata! Nem me agradece!

    - Gostaria de fazê-lo - retrucou a raposa. - Mas a sua mão não é tão caridosa quanto a sua boca!

Moral da História - "Um gesto mau destrói uma palavra boa."

Até a Próxima!!

A Raposa e o Corvo

A Raposa e o Corvo


    Um corvo faminto furtou um belo queijo e, com ele no bico voou para o alto duma árvore. A raposa o viu e gritou para o alto:

    Bom dia, belo corvo! Que lindas são suas pernas, que belo seu porte, que elegante a sua cabeça! Sou capaz de jurar que um animal bonito assim há de ter também uma bonita voz! Cante, que eu quero ouvi-lo!

    O corvo, envaidecido, abriu o bico para cantar. E o queijo caiu na boca da raposa.

Moral da História - "Os elogios exagerados são sempre suspeitos."    

Até a Próxima!!

A Raposa e as Uvas

A Raposa e as Uvas

    Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira, cheio de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, em cima de sua cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de chupar aquelas uvas mas, por mais que pulasse, não conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse:

    - Estão verdes...

Moral da história - "É fácil desdenhar daquilo que não se alcança."

Até a Próxima!!

A Raposa e a Cegonha

A Raposa e a Cegonha


    Uma raposa convidou uma cegonha a jantar e só lhe serviu uma sopa, dentro de um prato muito raso. A raposa lambia o prato, com facilidade, enquanto que a cegonha só conseguia molhar um pouco a ponta do bico. Foi-se embora tão faminta quanto chegara.

    - Que pena! - disse a raposa. - Minha sopa não te agradou! Talvez não estivesse bem cozida!

    - Não precisa desculpar-te - respondeu a cegonha. - Vem jantar em minha casa na próxima semana.

    A raposa foi. Para seu desapontamento, a cegonha lhe serviu a sopa num jarro comprido, de gargalo estreito.

    A cegonha enfiou por ali o bico e bebeu a sopa toda. A raposa não bebeu uma só gota.

Moral da História - "Quem zomba dos outros é vítima de zombaria."

Até a Próxima!!

 

A Leoa


A Leoa

    Os animais dos campos e das florestas discutiam: qual deles seria capaz de ter maior número de filhos.

    Nesse momento, passou a leoa. Os animais fizeram-na parar e lhe disseram:

    - Estamos tentando saber qual de nós tem maior ninhada. Quantos são os seus filhos em cada ninhada?

    - Um só - respondeu a leoa. - Mas, lembrem-se: é um leão!

Moral da História - "Valor vale mais que número."

Até a Próxima!!

A Lebre e a Tartaruga


A Lebre e a Tartaruga


    Um dia, uma lebre se gabava de sua fantástica velocidade:

    - Ninguém corre mais depressa do que eu! Sou mais veloz do que o vento! Desafio qualquer animal a correr comigo!

    Ninguém se dispunha a aceitar, quando a tartaruga disse:

    - Eu topo.

    Todos riram, principalmente a lebre:

    - Você espera vencer-me?

    - Vamos ver...

    Combinaram que correriam ao redor do bosque, até voltarem ao ponto de partida.

    Dado o sinal, a lebre disparou e desapareceu, enquanto a tartaruga começou a marchar lentamente.

    Em pouco tempo, a lebre estava tão distante que resolveu descansar na relva macia. E dormiu. Por ele passou a tartaruga, lentamente. E lentamente chegou ao final, antes da lebre.

Moral da História - "Paciência vale mais do que pressa."

Até a Próxima!!

A Gansa de Ovos de Ouro


A Gansa de Ovos de Ouro


    Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua gansa tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à sua mulher, dizendo:

    - Veja! Estamos ricos!

    Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um bom preço.

    Na manhã seguinte, a gansa tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a melhor preço. E assim aconteceu durante muitos dias. Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mair dinheiro queria. E pensou:

    "Se esta gansa põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!"

    Matou a gansa e, por dentro, a gansa era igual a qualquer outra.

Moral da História - "Quem tudo quer, tudo perde."

Até a Próxima!!

A Formiga e a Pomba


 A Formiga e a Pomba


    Uma formiga sedenta veio à margem do rio para beber água. Para alcançá-la, devia descer por uma folha de grama. Quando assim fazia, escorregou e caiu dentro da correnteza.

    Uma pomba, pousada numa árvore próxima, viu a formiga em perigo. Rapidamente, arrancou uma folha da árvore e deixou-a cair no rio, perto da formiga, que pôde subir nela e flutuar até a margem.

    Logo que alcançou a terra, a formiga viu um caçador de pássaros, que se escondia atrás duma árvore, com uma rede nas mãos. Vendo que a pomba corria perigo, correu até o caçador e mordeu-lhe o calca-nhar. A dor fez o caçador largar a rede e a pomba fugiu para um ramo mais alto.

    De lá, ela arrulhou para a formiga:
    - Obrigado, querida amiga.

Moral da História - "Uma boa ação se paga com outra."

Até a Próxima!!

A Cotovia e seus Filhotes


A Cotovia e seus Filhotes


   Ao começar a primavera, uma cotovia fez seu ninho num verde trigal. Quando os filhotes da cotovia adquiriram forças para voar, o trigo estava maduro. O fazendeiro olhou o campo e disse:

    - É tempo de ceifar meu trigo. Vou chamar os vizinhos, para me ajudarem.

    Os filhotes ouviram e voaram para avisar a mãe:

    - O fazendeiro vai cortar o trigo! Temos que nos mudar depressa!

    - Temos tempo - retrucou a mãe.

    Dias depois, o fazendeiro voltou ao trigal. Viu que o trigo estava completamente maduro, quase a cair no chão.

    - Não há tempo a perder! Vou contratar uns ceifeiros e amanhã venho ceifar com eles.

    - Agora, sim - disse a cotovia - é tempo de nos mudarmos!

Moral da História - "Se você quer o trabalho feito, faça-o." 

Até a Próxima!!

A Cigarra e a Formiga


A Cigarra e a Formiga


    A Cigarra cantava no verão, enquanto que a formiga passava os dias a guardar comida para o inverno. Quando o inverno chegou, a cigarra não tinha o que comer e foi procurar a vizinha formiga:

    - Formiga, por favor, ajude-me. Não tenho o que comer...

    A formiga perguntou:

    - Que é que você fazia no verão?: Não guardou nada?

    - No verão eu cantava... - respondeu a cigarra.

    - Ah, cantava? Pois dance, agora!

Moral da História - "Deve-se prever sempre o dia de amanhã."

Até a Próxima!!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Introdução

Fábulas de Esopo


    Esopo era um escravo que viveu na Grécia há uns 3.000 anos. Tornou-se famoso pelas suas pequenas histórias de animais, cada uma delas com um sentido e um ensinamento, e que mostram como proceder com inteligência. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, é mostrar como nós, homens, podemos e devemos agir.

    Não se sabe muito a respeito da vida e Esopo, até mesmo porque outros fabulistas receberam o seu no-me e as histórias de suas vidas se misturaram. Dizem que as fábulas de um Esopo encontram tanto o seu do-no que este o libertou . Dizem que esse Esopo recebeu honrarias e foi recebido em palácios reais.

    As fábulas de Esopo, contadas e readaptadas por seus continuadores, como Fedro, La Fontaine e ou-tros, tornaram-se parte de nossa linguagem diária. "Estão verdes", dizemos quando alguém quer alcançar coisas impossíveis - o que é a expressão que a raposa usou quando não conseguiu as uvas...

    Esopo nunca escreveu suas histórias. Contava-as para o povo, que por sua vez se encarregou de repeti-las. Mais de duzentos anos depois da morta de Esopo é que as fábulas foram escritas, e se reuniram às de vários Esopos. Em outros países além da Grécia, em outra civilizações, em outras épocas, sempre se inven-taram fábulas, que permaneceram anônimas. Quando dizemos, no Brasil: "Macaco velho não mete a mão em cumbuca!", estamos repetindo o ensinamento de uma fábula. Assim, podemos dizer que, em toda a par-te, a fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade, tra-duzida até pelos nossos Esopos.

    Neste Blog colocarei algumas das principais fábulas de Esopo. Espero que curtem e boa leitura.

Até a Próxima!!